“Esse é o primeiro texto que escrevo estando sob o efeito de álcool. Sinto muito, sinto tanto que precisei encher a cara, castigar o meu fígado ao máximo, tentar afogar gota a gota esse peso, a vaidade e o egoísmo que existem dentro de mim. Cansado da falsa benevolência das pessoas, briguei com deus e não tenho com quem desabafar. Quero ser eu outra vez, mas nunca foi tão difícil de me encontrar como nesse último mês. Sinto falta de algumas coisas, existem três buracos em meu peito, foram feitos por tiros de realidade. É como se minha alma tivesse sido caprichosamente descosturada do meu corpo. Um buraco para a falta de crença, outro para o desgaste emocional e um terceiro que ainda não consegui dar-lhe sentido, mas não quer dizer que não esteja ali, sangrando como os outros. O medo comeu minha crença. Estou em uma dança íntima e iminente com meu próprio fim. Vejo o anjo da morte no centro da lagoa em plena luz do dia. Me desarmo, sem pudor, perco o medo, me entreguei. Renasci.”
Sereno. A Embriaguez de estar Sóbrio.     (via introspectou)


“Percebo que expectativas fazem a gente se frustrar. Eu queria não esperar nada, não planejar coisa alguma, não nutrir aquele sentimento de espera. Quem tem expectativa espera algo de alguém. E, frequentemente, a gente se decepciona e tem que enfiar a mágoa no lixo da cozinha, amarrar bem e colocar na frente de casa, para o lixeiro levar embora. Mas nem sempre o cheiro a lixo sai de dentro da gente. Fica estragado, feito coisa vencida. Expectativa é isso: alguma coisa que venceu por não ter sido usada. E a gente nada mais tem a fazer, a não ser acender um incenso, comprar um aromatizador de ambiente ou Bom Ar, para tentar amenizar aquele odor que dá náusea.”
Clarissa Corrêa.  (via estopins)

subalternos:

Guardo em mim meus medos e fantasmas. Meus gritos uivos e sussurros cálidos. Guardo tudo num corpo só. Num só corpo.


Há 1 dia42 notasviasourcereblog

MESMICE

subalternos:

Estou cansado da minha sombra.

Geraldo de Barros


Há 1 dia125 notasviasourcereblog
“Eu não sei amar, essa que é a verdade. Eu não sei amar nem receber amor. Eu acho até que quem não sabe amar, geralmente são os que mais amam. Veja bem, eu sou lotado de amor, vivo amor, transbordo amor, mas não sei amar. Consequentemente vivo na esperança de um dia encontrar alguém que encontre uma maneira de lidar com esse amor todo. E o engraçado é que mesmo com tanto amor, não sei mostrar amar pessoas que sei que amo. Às vezes chego a pensar que a vida poderia ser bem melhor se ninguém tivesse essa obrigação consigo mesmo de ter que amar alguém para se sentir vivo, pois meu amor mesmo é uma bagunça, sendo assim, a vida também é. Mas aí eu penso também, conviver sem essa bagunça poderia ser bem pior.”
Marcos Filipe.   (via estopins)


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